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SERRA-ES
7 março 2021

Pai raspa cabeça de menina de 12 anos na Serra e vai preso

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Olhar-se no espelho virou um trauma para uma menina de 12 anos. Os cabelos longos e cacheados do início da adolescência deram lugar a uma cabeça raspada, na noite de sábado (2), em Jacaraípe, na Serra. Quem cortou o cabelo da menina foi o pai, simplesmente porque não gostou do fato da filha ter colorido mechas verdes para enfeitar as madeixas. O pai foi denunciado para a polícia e preso.

Segundo relato da mãe da adolescente, uma faxineira de 40 anos, a filha havia pedido para colorir as pontas do cabelo. “Ela usou papel crepom para fazer pequenas mechas, por isso deixei. Eu saí de casa para ir à praia com uma amiga e, lá, recebi uma ligação da minha filha mais velha pedindo para eu comprar uma tintura na farmácia para pintar o cabelo da mais nova, senão o pai rasparia a cabeça dela”, detalhou a faxineira.
Mas não deu tempo. Antes que a mãe chegasse à farmácia, recebeu outra ligação de que o marido, um comerciante de 53 anos, havia usado uma máquina de cortar cabelos para raspar a cabeça da filha.
Quando chegou em casa, a faxineira encontrou a filha dormindo, já sem os cabelos. “Os meus filhos pequenos, de 3 e 5 anos, juntaram os cabelos do chão e disseram para a irmã que iriam colar novamente, por isso guardaram o cabelo cortado”, detalhou.
O pai não gostou e disse para a menina tirar aquela pintura, ameaçando bater nela. Porém, antes que a estudante conseguisse tirar o colorido, ele conseguiu uma máquina de cortar cabelos na casa de um vizinho e ordenou que a filha sentasse na cadeira. Com medo de apanhar, a menina obedeceu e o pai cortou todo o cabelo da estudante.
Imediatamente, a mãe foi ao bar onde o marido estava. “Eu falei com ele que poderia até me matar, mas nunca ter feito aquilo com minha filha”, afirmou a faxineira. Ela chamou a polícia.
Os policiais militares foram à casa e, após serem informados de que no local  havia uma arma, localizaram um revólver calibre 38, municiado. O comerciante foi levado para a Delegacia Regional de Serra, onde prestou depoimento.
Ele assumiu que ameaçou bater na filha e que raspou os cabelos dela para educá-la. Sobre a arma, o comerciante disse que a recebeu como pagamento de um cliente do bar pelo que havia consumido no local, mas que pretendia se desfazer do revólver. O delegado de plantão, David Melo, autuou o comerciante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e por ameaças contra a filha. O suspeito foi conduzido para o Centro de Detenção de Viana.
Fonte: Gazeta Online

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