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SERRA-ES
26 fevereiro 2021

Menina sofre dois abusos após ser raptada na Serra

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Uma estudante de apenas 9 anos foi raptada por um motorista quando voltava para casa após comprar pães em uma padaria, na manhã do feriado de 7 de setembro, na Serra. Ela sofreu abusos e ao ser libertada, caiu nas mãos de outro criminoso, que a manteve refém dentro de casa, até a manhã desta terça-feira (8).
A menina passou mais de 28 horas desaparecida e foi localizada em uma delegacia, em Laranjeiras, na tarde desta terça-feira.
A criança saiu de casa por volta das 8h30 com R$ 10 nas mãos para comprar pães para a família. Ao sair da padaria, foi abordada por um homem dentro de um veículo de cor branca que perguntou a localização de um supermercado da região. Ela passou a explicar onde era o estabelecimento, porém, o criminoso a induziu a entrar no carro com a desculpa para a criança orientá-lo até o supermercado.
Porém, a cada coordenada que ela dava, ele passou a fazer o contrário, levando a estudante para um local desconhecido por ela. “Minha filha não costuma sair de casa, vai até a padaria ou à escola, nada mais. Nos mudamos de Minas Gerais para cá há apenas um ano, por isso, ela ainda não conhece a cidade”, ressaltou a mãe da vítima, uma diarista de 34 anos.
O criminoso parou o veículo em uma estrada que a criança acredita ser em Serra-sede e a molestou. Porém, ele se irritou com as negativas da menina e a abandonou no local. “Saí correndo sem saber para onde ir. Quando vi um motoqueiro, acenei por ajuda”, detalhou a menina.
Segundo estupro
Porém, o que ela não sabia era que o motoqueiro também seria mais um abusador. Ele perguntou onde a criança morava, mas ao perceber que ela não sabia, a levou até a casa dele.
Lá, ele abusou da criança e a manteve refém até a manhã de ontem. “Quando o dia clariou, ele me levou ao ponto de ônibus e mandou eu ir embora. Eu não sabia que ônibus pegar”, detalhou a criança.
No coletivo, uma passageira viu a estudante chorando muito e ofereceu ajuda. Ao contar o que havia acontecido a mulher ofereceu ajuda.
As duas desembarcaram no terminal de Laranjeiras, na Serra. A passageira levou a vítima até a Delegacia Regional da Serra.
Sumiço mobilizou vizinhos, família e membros de igreja
O sumiço da menina foi percebido rapidamente pela família. “Já havia dado meia hora e nada da minha filha aparecer. A cada hora que passava, aumentava o desespero”, desabafou a mãe.
O medo tomou conta dos parentes, que juntos com vizinhos e membros da igreja evangélica que participam, deram início a uma busca pela menina. Nesta terça, a mãe da criança já estava no Centro de Vitória na tentativa de encontrar a filha, quando recebeu a notícia de que ela estava na delegacia.
“Foram muitos litros de gasolina, mensagens na internet, pessoas ajudando e medo de que acontecesse algo pior com minha filha. Foi Deus quem cuidou para que ela voltasse pra mim bem”, descreveu a mãe.
A criança foi achada na delegacia por uma moradora do bairro. A mulher havia sido assaltada pela manhã e foi à delegacia registrar o roubo quando se deparou com a criança. A menina foi encaminhada para exames de corpo de delito. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Entrevista
“Pedia para sair e ele dizia não”
X. (Menina de 9 anos)
Entre lágrimas e demonstrando estar chocada com tudo que viveu, a menina de 9 anos contou o que passou nas mãos dos criminosos.
Como foi a abordagem?
O homem queria saber onde era o supermercado. No carro, eu chorei muito e ele fala ‘deixa de ser besta’. Depois, ficou bravo, jogou o pão e o dinheiro em cima de mim e me deixou correr.
E o segundo criminoso?
Eu não sabia onde eu estava e quando vi um motoqueiro passando levantei a mão. Ele parou, perguntou se eu sabia onde morava e eu disse que não, por isso me levou pra casa dele e me trancou lá junto dele. Ele tinha barba, era branco e a moto era preta.
Você ficou a noite toda na casa do motoqueiro?
Sim. Ele comprou uma marmita pra eu comer e trancou a porta. Eu pedia para sair e ele dizia que não. Ele conseguiu dormir, mas eu passei a noite acordada. De manhã, ele disse que eu não poderia ficar lá e me mandou pegar um ônibus. Paguei a passagem com o troco dos pães e uma moça no ônibus me ajudou.
Fonte: Gazeta Online

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