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SERRA-ES
26 fevereiro 2021

Menina de 15 anos é encontrada morta após sair de festa

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Fazendo poses na frente da mãe, a adolescente Emilly Mariano da Silva, 15 anos, ria e perguntava “estou bonita, mãe?”. E sem saber que era a última vez que a via com vida, a mãe da menina, afirmava com todo carinho: “Você está linda, minha filha”. Foi dessa forma que a doméstica Schirley da Silva Mariano, 38, se recorda dos últimos momentos que teve junto com a filha, dentro de casa, em Viana, no dia 14 de novembro.
As duas se despediram e Emilly saiu para um baile funk, sem o consentimento da mãe. A partir daí, começaram desesperadores 11 dias de buscas pela adolescente, até a manhã desta quarta-feira (25), quando a menina foi encontrada morta. O corpo de Emilly foi localizado em um terreno baldio, aos fundos do Clube Náutico, no bairro Mário Cypreste, já em adianto estado de decomposição.
No mesmo dia, a família esteve no Departamento Médico Legal (DML) em busca da confirmação, ou não, se era a adolescente desaparecida. Por meio das roupas e algumas características, a mãe e a avó afirmam que é Emilly, a Mia, como era chamada pelos parentes.
“Infelizmente, a nossa busca terminou onde eu menos queria: dentro do DML. Lá está a minha menina, minha filha”, afirmou a mãe.
Apesar de não ser possível ainda afirmar a causa da morte da adolescente, o caso está sendo investigado como assassinato pela Polícia Civil.
Festa
Emilly saiu de casa com o namorado e uma prima, mas ela não contou para a mãe que ia a um baile funk em Vitória. “Mia disse que ia para um rock, como faz às vezes e eu até a acompanho, aqui no bairro mesmo. Festinhas que acabam por volta de 1 hora. Eu não sabia que ela ia para Vitória e menos ainda em um baile funk”, detalhou a mãe.
Ela saiu de casa por volta das 21 horas do sábado. Por volta das 7 horas, o namorado da adolescente e a prima foram até a casa de Schirley e perguntaram pela menina.
A mãe lembra o que o namorado e a prima que acompanhava Emilly contaram. “Eles contaram que a prima passou mal durante a festa e teve que ser socorrida. Emilly sumiu aí, quando voltaram, a procuraram e aguardaram todas as pessoas saírem da festa, na tentativa de vê-la. Mas nada”, detalhou a avó da menina, a doméstica Vanda Silva de Jesus, 53 anos.
No dia seguinte à festa, às 9h20 do domingo dia 15, uma prima de Emilly conseguiu falar com ela ao telefone. “Minha neta estava com a voz de choro e disse apenas que estava com amigos, em Vitória, mas que não poderia falar mais. Desde então, os ligações para o telefone dela só caiam na caixa postal”, detalhou a avó.
Junto ao corpo de Emilly foram encontrados o sutiã, o short e a sandália que ela usava no dia em que saiu de casa. Também foi recolhida uma blusa de crochê vermelha.
“Fui eu quem fiz a blusinha de crochê para ela. Quando vimos as roupas, reconhecemos imediatamente quer era a nossa Emilly. O dentinho de leite que ela não perdeu também é característico”, destacou a avó.
Dona Vanda afirmou que não sabe porquê fizeram isso com a neta. “Ela foi agredida, espancada e até quebraram os dentes dela, muita brutalidade”, disse em meio ao desespero, a avó que também era confidente da neta.
Fonte: Gazeta Online

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