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SERRA-ES
1 março 2021

Mais de 150 casos de zika em apenas uma semana

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O número de casos suspeitos de infecção por zika vírus já chega a 533 no Espírito Santo, de acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Ao todo, são 157 casos a mais na comparação com os números divulgados pela pasta na semana passada.
Entre as suspeitas, sete casos da infecção já foram confirmados, sendo seis em Vitória e um em Vila Velha. Segundo o coordenador do Centro de Emergências em Saúde Pública da Sesa, Gilton Almada, há uma tendência de crescimento dos números devido à maior atenção da população e dos médicos para identificar os sintomas da doença, além de uma maior circulação do zika vírus.
“Como o mosquito Aedes aegypti está no Estado inteiro, é possível que o zika também já esteja em todo o Estado”, analisa Gilton. O coordenador ainda destaca: “À medida que a população entrar nessa briga contra o mosquito e minimizarmos os focos, vamos conseguir reduzir o número de casos. Por isso, temos intensificado as campanhas de conscientização especialmente no verão, quando a possibilidade de proliferação é maior devido às chuvas”.
Microcefalia
O número de bebês nascidos ou em gestação com microcefalia no Estado também aumentou, passando de 14 notificações na semana passada, para 18 esta semana. Embora a malformação congênita seja desencadeada por diversos fatores, Gilton afirma que uma das causas possíveis é a infecção das mães pelo zika.
“Estamos discutindo com as sociedades e comitês médicos para criar estratégias de atendimento às gestantes. Como é uma situação nova, estamos nos adequando à medida que surgem novas informações”, explica.
Dengue
Conforme os dados revelados ontem pela Sesa, existem 37.999 notificações de dengue no Estado, ou seja, 896 casos a mais do que na semana passada. Apesar da alta incidência, Gilton explica que o crescimento da doença está caindo, já que desde o mês de outubro, o número de casos a mais a cada semana passava dos mil. “Isso não quer dizer que a gente pode relaxar. É preciso intensificar o combate ao Aedes cada vez mais”, pondera.
Gestantes recebem atendimento nas residências e no trabalho
Desde que foi decretada situação de emergência em Vitória em decorrência da epidemia de infecções por zika vírus, a prefeitura vem executando uma série de medidas para combater o Aedes aegypti. Como a maior preocupação consiste na relação entre a doença e quadros de microcefalia em bebês, as gestantes têm recebido atenção especial.
De acordo com a gerente de Vigilância em Saúde, Arlete Frank Dutra, a meta da prefeitura é realizar visitas nas casas e nos trabalhos de todas as gestantes do município, que hoje são cerca de três mil. O objetivo das vistorias, que já foram iniciadas pelos agentes de endemias e agentes comunitários, é eliminar criadouros do mosquito e orientar as gestantes com sobre o uso de roupas compridas e de repelentes.
As grávidas atendidas pela rede pública de saúde são identificadas pelos cadastros já existentes, mas Arlete ressalta que as demais também devem procurar as unidades para que sejam igualmente orientadas.
Nesta quinta-feira (17) foi a segunda vez que a comerciante Jéssica Nascimento Gomes, de 24 anos, recebeu os agentes em sua casa. Para ela, que está grávida de quase cinco meses, as visitas são importantes. “Eu fiquei sabendo do risco de microcefalia pela internet através de grupos de gestantes. A gente quer que esteja tudo perfeito e a cada ultrassonografia vamos preocupados. É muito bom que eles venham, pois a gente cuida da nossa casa, mas não sabemos se estão fazendo isso ao redor”, diz ela.
Suspeitas do vírus chikungunya
Vila Velha possui 14 casos suspeitos de infecção pelo vírus chikungunya, cuja presença até então não era relatada no Estado. No entanto, a subsecretária de Saúde da cidade, Carla Estela Lima, ressalta que ainda é cedo para saber se a doença realmente existe na cidade.
“Enquanto não tivermos nenhuma confirmação laboratorial de qualquer paciente que tenha chikungunya não podemos afirmar que o vírus esteja circulando”, pontua Carla. Segundo ela, dengue, chikungunya e zika possuem sintomas em comum, mas que apresentam diferenças e, por isso, os pacientes são colocados sob investigação. Já Gilton Almada, da Secretária de Estado de Saúde (Sesa), afirma que a pasta não possui esses dados oficialmente.
Por outro lado, Vila Velha já registra este ano o dobro do casos de dengue em relação a todo o ano de 2014. As notificações chegam a 2.800 em 2015, contra 1.400 no último ano. Cinco pessoas morreram em decorrência da forma mais grave da doença e outros três óbitos são investigados.
Dengue e zika no Estado
Espírito Santo
Zika: 533 casos
Dengue: 37.999 casos
Vitória
Zika: 442 casos
Dengue: 4.231 casos
Vila Velha
Zika: 62 casos
Dengue: 2.802 casos
Serra
Zika: 34 casos
Dengue: 4.172 casos
Cariacica
Zika: 29 casos
Dengue: 3.561 casos
Fonte: Gazeta Online

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