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SERRA-ES
1 março 2021

Lama já está a cerca de 50 km das praias da Serra

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A lama com rejeitos de mineração da Samarco já avançou cerca de 55 km pelo litoral do Espírito Santo. De acordo com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), técnicos do instituto constataram, durante um sobrevoo realizado no final da manhã desta terça-feira (24), que os resíduos já se espalharam por 5 km ao sul, 20 km ao leste e 30 km ao norte da foz do Rio Doce, localizada na região de Regência, em Linhares, norte do Estado.

Segundo especialistas que realizam o monitoramento na região, o deslocamento dessa lama é influenciado principalmente pelo comportamento das ondas e da direção do vento. Por esse motivo, segundo eles, é difícil prever com exatidão até que ponto a lama de minério pode chegar. As previsões iniciais davam conta que a tendência era que a lama seguisse mais em direção ao sul.

Na última quinta-feira (19), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou que a dispersão da lama no mar seria de aproximadamente 3 km em direção ao norte e 6 km em direção ao sul. A declaração da ministra se baseou em dados preliminares de um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na ocasião, ela afirmou que os rejeitos de mineração não chegariam ao arquipélago de Abrolhos, na Bahia, e no litoral da Grande Vitória.

Nesta segunda-feira (23) Izabella Teixeira esteve em Linhares, onde sobrevoou, na companhia do governador Paulo Hartung e demais autoridades, a região de Regência e demais praias de Linhares afetadas pela onda de lama. Na ocasião, ela reafirmou que os resíduos não devem atingir regiões mais distantes. “Não há previsão de impacto na Bahia e em Vitória. Temos que continuar monitorando a situação para avaliar os danos e rever as ações em curso”, ressaltou.

Concentração

Os resíduos estão avançando pelo mar desde o último domingo (22). Em alguns pontos é possível perceber onde há mais concentração de rejeitos de minério, já que a água fica com a coloração mais alaranjada. O monitoramento do avanço da lama pelo mar está sendo feito por técnicos do Instituto Chico Mendes (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

No entanto, de acordo com o superintendente do Ibama no Espírito Santo, Guanadir Gonçalves, a impressão que se tem no momento é de que os resíduos de minério estão mais diluídos e menos prejudiciais ao meio ambiente, em relação ao que foi observado nos municípios por onde passa o Rio Doce.

“Não foi detectado, até o momento, nenhum animal do mar que tenha morrido em razão dessa pluma de turbidez que chegou ao oceano”, frisou o superintendente que, entretanto, ressaltou que é preciso realizar uma análise mais profunda e um monitoramento maior para saber exatamente qual o impacto desses resíduos de minério na região.

Fonte: Folha Vitória

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