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26 fevereiro 2021

Lama avança pelo litoral de Regência e uma terceira onda de rejeitos está para chegar

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Uma segunda onda de lama chegou a Regência, Linhares, neste domingo (22), e atingiu a Foz do Rio Doce, no encontro com o mar. Mas a prefeitura da cidade já aguarda uma nova leva, mais densa, ainda sem previsão.
“No final da tarde de hoje (domingo) já percebemos uma turbidez – número de partículas na água – maior na foz. Pode ser que a turbidez aumente, mas é difícil prever. O grande problema é: onde é o fim dessa lama? Não sabemos até quando vamos receber esse material”, afirma o biólogo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Luciano Cabral.
O abastecimento de água não foi suspenso na vila porque o rio desde janeiro não era a principal fonte para a população. Devido à seca, um poço e caminhões-pipa já eram utilizados, sistema que foi mantido após o desastre ambiental.
Ainda de acordo com a prefeitura, ontem representantes do município e da empresa Samarco – dona das barragens que se romperam em Minas Gerais, gerando o “mar de lama” – reuniram-se para estudar a perfuração de mais um poço, esse com custos bancados pela empresa. Técnicos ainda avaliam qual seria o melhor local para fazer a intervenção.
Além disso, a população utiliza poços artesianos, de forma que a água para consumo doméstico não sofre racionamento.
“Estamos tranquilos, por enquanto, quanto ao abastecimento em toda a cidade, porque usamos o Rio Pequeno. E estamos fornecendo água potável para Colatina”, afirmou o prefeito de Linhares, Nozinho Correa.
Praias
A administração orienta a população a não frequentar as praias de Linhares. “Já coletamos amostras da água. Por precaução, pedimos que as pessoas evitem o contato até que tenhamos os laudos. Orientamos a não ir a nenhuma praia de Linhares, seja Regência, Povoação, Barra Seca ou Pontal do Ipiranga”, destacou o biólogo.
(Com informações de Ana Elice Sena, da TV Gazeta)
Chegada ao mar acende alerta para segurança das tartarugas
A chegada da lama em Regência, vila de Linhares, ligou o alerta do Projeto Tamar, que monitora a situação. Desde junho, quando a chamada “boca do Rio Doce” fechou, os ninhos das tartarugas marinhas já eram remanejados pelo projeto. Mas com o novo panorama, eles estão sendo levados para áreas mais distantes.
A preocupação maior é com os filhotes, geralmente liberados na beira do mar em Regência. A previsão é de que no período de nascimento das tartarugas, que se aproxima, essa liberação aconteça numa parte mais funda do mar, segundo a bióloga do projeto, Jordana Borini Freire, 26.
“Não sabemos o que esperar das fêmeas ainda. Se o comportamento irá mudar. Ainda é cedo para dizer Mas, provavelmente, não vamos poder liberar os filhotes aqui em frente.”
O funcionário público José Maciel dos Santos, 47, lamenta a situação: “Esperamos que as autoridades tomem as providências para não atingir a desova”. (Fiorella Gomes)
Fonte: Gazeta Online

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