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SERRA-ES
7 março 2021

Greve termina na quarta-feira, garante sindicato dos rodoviários

A greve dos rodoviários da Grande Vitória, deflagrada no dia 26 de dezembro, entra em uma semana decisiva. Na próxima quarta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) realizará audiência, para julgamento do dissídio entre os representantes dos trabalhadores e os sindicatos patronais. Independentemente do que for decidido pela Justiça, o presidente do Sindicato dos Rodoviários no Espírito Santo (Sindirodoviários), Edson Bastos, garante: a greve acaba na quarta-feira.

Até quarta, no entanto, a paralisação continua, no ritmo de operação determinado pela Justiça: apenas 70% das linhas circulando nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nos demais horários.

Segundo o presidente do Sindirodoviários, a categoria está otimista quanto ao resultado do julgamento, mas não é possível antecipar um desfecho. “O Ministério Público deu seu parecer, e vamos esperar agora a decisão dos desembargadores.”

Os rodoviários cobram reposição da inflação de 2017 mais 5% de ganho real, além de R$ 3 a mais por dia no tíquete-alimentação, totalizando um acréscimo de R$ 78 por mês.

O Ministério Público do Trabalho sugeriu que as empresas de ônibus concedam 3% de reajuste para os rodoviários (índice um pouco acima da inflação de 2017). As empresas oferecem 1,83%, um pouco abaixo da inflação. Não houve acordo entre as partes.

Por meio da assessoria, o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Setpes) disseram que vão aguardar o julgamento do dissídio coletivo para se posicionar sobre o assunto.

Segundo a assessoria da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb), o esquema de funcionamento seguirá da mesma forma até quarta-feira, respeitando os percentuais determinados pela Justiça.

Reclamação

Foi preciso ter muita paciência nos pontos de ônibus na Grande Vitória, ontem. Na saída da Avenida Expedito Gardia, em Campo Grande, Cariacica, a aposentada Francisca Santos Negris, 73 anos, aguardou mais de três horas por um ônibus que fosse para o Terminal de Jardim América.

Já para beneficiária Ana Lúcia Lopes, 43 anos, a falta de transporte coletivo foi ainda mais complicada. A cadeirante, no ponto da Curva da Jurema, em Vitória, contou que estava há mais de duas horas tentando voltar para casa, em Viana, mas quando um ônibus passava, estava lotado e não parava.

“Viemos para a praia, porque ela quase não sai de casa. Está difícil pois com o ônibus lotado não dá para embarcar”, disse Gilberto Rissi, 57 anos, esposo de Ana Lúcia.

Fonte Gazeta Online

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