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SERRA-ES
26 fevereiro 2021

Funcionário é preso suspeito de desviar R$ 587 mil de empresa na Serra

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Um funcionário de uma loja da Serra, especializada em máquinas e ferramentas, foi preso nesta terça-feira (22) suspeito de desviar dinheiro do estabelecimento. De acordo com a polícia, Walace Monteiro é responsável por causar um prejuízo total de R$ 587 mil ao comércio, desde agosto do ano passado. Somente neste ano, o rombo teria ultrapassado a faixa dos R$ 500 mil.

O suspeito, que trabalhava no departamento financeiro da loja e era considerado um funcionário de confiança, teria criado um esquema para desviar o dinheiro usando boletos bancários falsificados e cartões de alimentação de ex-funcionários. Segundo a polícia, ele foi detido em flagrante após ter realizado uma nova movimentação bancária não autorizada.

Com o funcionário, a polícia encontrou dois carros, avaliados em cerca de R$ 120 mil, equipamentos eletrônicos de última geração, inúmeros cartões de crédito e mais de R$ 20 mil em dinheiro. De acordo com as investigações, os dois veículos – um Hyundai Tucson branco 0 km, no valor de R$ 70 mil, e um Hyundai HB20 prata, avaliado em R$ 50 mil – foram comprados à vista pelo suspeito, que recebia da empresa um salário de cerca de R$ 1,6 mil.

Walace trabalhava no estabelecimento desde 2009 e era o responsável por realizar pagamentos. De acordo com a delegada Rhaiana Bremenkamp, da Delegacia de Defraudações e Falsificações, o suspeito se aproveitou de sua função na empresa e da confiança que o proprietário da loja depositava nele para aplicar o golpe.

“Foi verificado, através de uma auditoria, que ele fraudava boletos verdadeiros. Ele clonava esses boletos. Com esse clone, ele jogava esse dinheiro no cartão alimentação, que é um cartão pré-pago. Com isso, foram mais de R$ 580 mil desviados”, destacou a delegada.

Segundo as investigações, após colocar crédito em cartões de alimentação, o funcionário procurava estabelecimentos do ramo alimentício para realizar supostas compras. Até o momento, a polícia identificou cinco empresas participantes do esquema.

Rhaiana Bremenkamp acredita que Walace resgatava o valor referente às supostas compras e deixava uma parte do dinheiro com o comércio que realizava a transação. Segundo a delegada, chegaram a ser registradas nesses estabelecimentos compras de até R$ 10 mil.

“Em tese, ele passa em redes de supermercados, restaurantes. É para isso que o cartão serve. Ocorre que a gente acredita que não são feitas compras. Ele transforma essa possível compra em dinheiro. Passa o cartão, dá uma porcentagem para a pessoa que está passando o cartão e fica com o restante do dinheiro”, explicou.

A polícia investigou o caso por cerca de 20 dias. A delegada chegou a encaminhar o inquérito para a Justiça, solicitando uma série de medidas, entre elas a prisão preventiva do suspeito, que foi negada.

No entanto, nesta terça-feira, enquanto a equipe realizava buscas, o dono da empresa fraudada ligou para a delegacia, informando que constatou novas movimentações bancárias não autorizadas. Dessa vez, o valor creditado no cartão alimentação foi de mais de R$ 4 mil.

Walace foi preso em flagrante e autuado por furto mediante fraude. Caso seja condenado, o suspeito pode pegar de dois a oito anos de prisão. De acordo com a polícia, as investigações continuam para esclarecer mais detalhes sobre o esquema fraudulento.

Fonte: Folha Vitória

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