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26 fevereiro 2021

Espírito Santo tem 17 assassinatos durante os quatro dias de Carnaval

Dezessete pessoas foram assassinadas durante os quatro dias de Carnaval em todo o Espírito Santo. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que divulgou nesta quinta-feira (11) o balanço de indicadores criminais registrados durante o Feriadão deste ano, esse foi o menor número de homicídios ocorridos no Estado, durante o Carnaval, desde 2011.

Os crimes foram registrados no período de sábado (06) a terça-feira (09). Segundo a secretaria, no ano passado foram contabilizados 26 homicídios no Espírito Santo, entre os dias 14 e 17 de fevereiro, período de Carnaval.

“Tentamos evitar e nos antecipar às ocorrências. Analisamos as ocorrências dos anos passados, dos períodos de Carnaval, para tentar realizar um policiamento mais pró-ativo. Acredito que, no conjunto, apesar de alguns casos que acontecem sempre em períodos de Carnaval, o resultado foi muito bom”, destacou o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia.

Ainda de acordo com a Sesp, dos 17 homicídios registrados no feriado deste ano, dez ocorreram na Grande Vitória e sete no interior do Estado. Segundo André Garcia, o município capixaba mais problemático desse Carnaval foi Piúma.

“Nas ocorrências que estamos avaliando, nós tivemos o envolvimento de pessoas com antecedentes criminais, inclusive vítimas. Além disso, sabemos que há uma grande concentração de pessoas de fora. No Sul do Estado, as pessoas às vezes deixam de ir a Guarapari nesse período de Carnaval. Em Cachoeiro, por exemplo, há uma tradição de veraneio em Piúma”, destacou o secretário.

Segundo os dados da Sesp, o balneário do Sul do Estado foi o único a registrar homicídios em ambientes de festa. Em meio à aglomeração de foliões, foram registrados dois assassinatos e uma tentativa durante os quatro dias de Carnaval.

O primeiro homicídio aconteceu no domingo (07). Douglas Almeida Ramos, de 19 anos, também conhecido como “Bob”, foi morto com três tiros, no meio de uma multidão que seguia um trio elétrico pela Avenida Beira Mar, nas proximidades da Praça Dona Carmen.

Um amigo que estava junto da vítima contou à Polícia Militar que ouviu um disparo e, quando olhou para o lado, o jovem já estava caído. Ele disse que não viu de onde os tiros partiram, pois havia muita gente na hora do crime.

No mesmo local, outra pessoa foi assassinada na madrugada de terça-feira. Segundo a polícia, Samuel Vaz Coelho, de 20 anos, tentava defender um amigo durante uma discussão, quando acabou sendo baleado. Ele não resistiu ao ferimento e morreu no local.

Além dos homicídios, Piúma registrou metade das 160 ocorrências de reclamações relacionadas a carros de som atendidas pela Polícia Militar em todo o Espírito Santo.

Redução de homicídios

Ainda de acordo com a Sesp, a redução dos homicídios no Espírito Santo, durante o período de Carnaval, acompanha a queda que vem sendo registrada desde o início do ano. Do dia 1º de janeiro em diante, 131 pessoas foram assassinadas no Estado. Em 2015, no mesmo período, foram 202 homicídios, uma redução de 35%.

“A nossa expectativa é que a redução dos homicídios aconteça pelo sétimo ano consecutivo. O percentual é que eu acredito que não se repita, porque nós sabemos como se comportam os dados ao longo do ano. Há meses em que, de fato, aumenta a criminalidade no Estado e há situações que não estão sob nosso controle. Então é uma batalha diária fazer com que os dados estatísticos caiam todos os dias. Nem sempre a gente consegue”, ressaltou André Garcia.

A Secretaria de Segurança Pública contabilizou também, durante os dias de Carnaval neste ano, 41 tentativas de homicídio, contra 72 registros em 2015. Além disso, 837 pessoas foram detidas pelas polícias Civil e Militar, em 2016, contra 669 detenções em 2015; 53 armas foram apreendidas (contra 54 recuperações em 2015); e 74 veículos com restrição de furto e roubo foram recuperados (contra 56 no Carnaval 2015).

“A integração do trabalho das polícias Civil e Militar possibilitou que o Carnaval do capixaba pudesse ser um pouco mais tranquilo do que o dos anos anteriores. Estamos focados na redução dos indicadores criminais, principalmente o de homicídios, para garantir mais segurança em todo território estadual”, destacou o secretário.

Para a delegada-chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, Gracimeri Gaviorno, os resultados só puderam ser alcançados porque o trabalho começou antes da folia. “Normalmente a gente acompanha essas pessoas que têm incidência criminal, porque essas incidências acabam se repetindo. Então nós nos preparamos e fizemos ações preventivas, anteriores ao Carnaval, voltadas para a identificação dessas pessoas. A Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten) trabalhou, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também, pedindo busca e apreensão, pedindo prisão. Então o recolhimento dessas pessoas anterior a ocorrências de folia permitiu que os nossos homicídios diminuíssem”, destacou.

Já o subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Ilton Borges, salientou que o reforço do efetivo policial durante o período de Carnaval foi fundamental para a redução da criminalidade. “Para o nosso efetivo normal houve um reforço significativo, totalizando em torno de 4 mil homens. Foram 2 mil na Região Metropolitana, pouco menos de mil na Região Sul e pouco mais de mil homens na Região Norte. Com isso, a gente conseguiu esse resultado”, afirmou.

Fonte: Folha Vitória

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