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SERRA-ES
1 março 2021

Consumidores pagam a conta por furtos em supermercados da Grande Vitória, garantem empresários

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Empresários do setor supermercadista do Espírito Santo estão amargando prejuízos por conta de furtos nos estabelecimentos. Somente nesta semana, pelo menos três casos foram registrados na Grande Vitória. No entanto, não são só os empresários que saem perdendo com os prejuízos: eles garantem que parte das perdas acaba sendo repassada ao consumidor final.

De acordo com a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), os furtos representam um prejuízo de até 3% no faturamento do comércio. Por causa disso, produtos mais visados, como bebidas por exemplo, acabam tento um aumento no preço.

Segundo o superintendente da Acaps, Hélio Schneider, mesmo em tempos de crise a orientação é investir em segurança para que as perdas
não sejam ainda maiores.

“A primeira orientação é você investir em segurança. Uma empresa, quanto mais segura, se torna menos vulnerável. Infelizmente é um custo que você tem que passar para os produtos. Se nós não tivéssemos esse problema, com certeza absoluta o consumidor iria pagar por um produto ou serviço bem mais em conta”, destacou.

Tecnologia

Medidas como essa já estão adotadas por alguns estabelecimentos. Para tentar evitar prejuízos, eles estão investindo em tecnologia pesada na identificação de suspeitos. O chefe de segurança de um grande supermercado da Grande Vitória, Welber Crivilin, afirmou que a média, no estabelecimento, é de um furto registrado a cada dois dias.

“Hoje a gente tem um banco de dados muito grande desses perpetradores que invadem nossos estabelecimentos. A gente tem pessoas acompanhando o tempo inteiro nas nossas centrais de monitoramento. Essas pessoas, que já são mapeadas pela nossa rede, ao adentrarem na loja, nossa tecnologia faz a identificação facial dessas delas, onde do monitoramento nós o acompanhamos, apoiado com a equipe de base de piso de loja”, ressaltou.

De acordo com José Henrique Nefa, diretor de outro supermercado, os furtos são mais comuns nos setores de produtos importados e carnes. “Praticamente a gente não vê ninguém roubando arroz, feijão ou carne de segunda. Tudo que roubam são mercadorias supérfluas, como uísque, que é um produto muito furtado, desodorante e azeite. São produtos ou para a pessoa poder consumir uma coisa melhor, já que ela não tem condição, ou então para vender e trocar por droga”, afirmou.

Crimes

Na quarta-feira (21), câmeras de um estabelecimento localizado na Avenida Central, em Laranjeiras, na Serra, registraram o momento em que um jovem de 18 anos e uma menina de 14 furtaram biscoitos de uma prateleira. Após o crime, eles foram detidos.

O irmão gêmeo do suspeito e um amigo ficaram esperando a dupla na porta do supermercado. Ao tentarem sair, o irmão dele e a adolescente foram abordados por um segurança. Para a surpresa do funcionário, ao revistar a mochila dos jovens, foram encontrados outras mercadorias furtadas, em outras duas lojas, também de Laranjeiras.

Também na quarta, uma idosa de 69 anos foi presa suspeita de tentar furtar um carrinho cheio de compras de um supermercado, em Jacaraípe, também na Serra. Ao sair do estabelecimento, foi abordada por um segurança que a acompanhava.

Em um primeiro momento, a suspeita teria dito que havia feito o pagamento das mercadorias, mas, como não apresentou a nota fiscal, foi convidada e voltar ao supermercado, onde admitiu que havia furtado todos os produtos.

Um dia antes, na terça-feira (20), um empresário de 37 anos foi levado para a delegacia depois de ser flagrado furtando cerca de 2 kg de carne moída de um supermercado em Jardim da Penha, Vitória. Segundo informações da polícia, o suspeito seria dono de uma padaria que fica no mesmo bairro.

Fonte: Folha Vitória

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