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28 fevereiro 2021

Ceturb estuda aumentar preço das passagens do Transcol

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O reajuste das passagens dos ônibus do sistema Transcol está sendo avaliado pela Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb). A proposta acontece em meio a um cenário de greve prometido pelos rodoviários para a próxima terça-feira, caso as empresas não paguem os salários dos cobradores e motoristas.
Por nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano, o GV-Bus, informou que “seria necessário acumular toda a arrecadação de quinta a domingo para fazer o depósito dos salários”. Mas acrescentou que “está tomando as medidas possíveis para cumprir com o compromisso”.
O mesmo documento aponta que o motivo é um desequilíbrio financeiro vivido pelo setor, causado pelo aumento dos custos operacionais, entre eles o preço do diesel, o reajuste da mão de obra, ocorrido em novembro de 2014 e até evasão de receitas.
O diretor presidente da Ceturb, Alex Mariano, não adiantou detalhes das avaliações que estão sendo feitas, mas ponderou que desde o pedido entregue pelas empresas, em fevereiro deste ano, o cenário mudou. “Tivemos aumento do combustível, da energia e de outros ítens que compõe o custo das empresas”, disse, sem informar o percentual de aumento solicitado.
Investigação
Há cinco meses o governo estadual recusou o reajuste até que fosse avaliado o contrato assinado com as empresas, em agosto do ano passado. A licitação realizada à época vem sendo questionada pelo Ministério Público de Contas e ainda está sendo avaliada pela área técnica do Tribunal de Contas do Estado.
Das 12 empresas que já atuavam no sistema Transcol, 11 venceram a licitação realizada no início de 2014. Divididas em dois consórcios – Atlântico Sul e Sudoeste –, juntas, vão receber R$ 13,647 bilhões pelos serviços prestados, nos próximos 25 anos.
Em junho do ano passado, quando foram anunciados os vencedores da licitação, a passagem teve seu valor reduzido para R$ 2,45, tarifa que começou a ser cobrada em agosto de 2014.
O presidente do Sindirodoviários, Carlos Roberto Louzada, o Maguila, disse que a categoria vai aguardar até terça-feira, quando espera-se que o dinheiro esteja na conta: “Se isso não ocorrer, vamos avisar a população que podemos parar na quarta. A situação está difícil, mas também precisamos pagar nossas contas.”
Menos 15 mil viagens em Vitória
Os ônibus municipais de Vitória fizeram 15.421 viagens a menos no primeiro semestre do que no mesmo período do ano passado. Entre os motivos apontados estão a diminuição no número de passageiros e também crise financeira.
A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura de Vitória (Setran) informou que, em 2014, de janeiro a junho, foram 309.173 viagens, enquanto este ano, foram 293.752.
São 86 a menos por dia. Devido à queda de demanda, de acordo com a Setran, houve necessidade de “readequação de algumas linhas”. A frota conta com 275 veículos.
Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes), entretanto, também atribui a diminuição das viagens à crise econômica, à concorrência com as linhas do Transcol e à preferência pelo uso de motos e carros.
Câmeras
As empresas estão operando com um desequilíbrio econômico financeiro, que já havia sido apontado em maio deste ano como motivo para o não funcionamento de 260 câmeras dos ônibus municipais da Capital. Elas não passam por manutenção desde 2012 e por isso deixaram de operar.
“A redução nas viagens ocorreu de modo a adequar a demanda a frota, buscando manter a operação sem reajuste tarifário”, diz nota do Setpes.

 

 

Fonte: Gazeta Online

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