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SERRA-ES
24 fevereiro 2021

Cartazes para alertar sobre assaltos na Serra

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Quem anda pelas ruas dos bairros Colina de Laranjeiras e Chácara Parreiral, na Serra, pode saber ao certo onde já aconteceu um assalto ou um furto.
Os pontos violentos foram demarcados por cartazes com a inscrição “Aqui fui assaltado”. A proposta é alertar os moradores sobre onde são os pontos perigosos e como a insegurança e a violência está perto da população.
A iniciativa foi de um publicitário – que não quer ser identificado por medo de represálias -, morador de Colina de Laranjeiras, e que já teve uma arma engatilhada para a cabeça durante um roubo.
“Eu fui assaltado por dois motoqueiros que me abordaram armados, gritavam que queriam o meu celular e chegaram até a engatilhar a arma e colocar na minha cabeça”, recordou o publicitário.
Ele criou os cartazes na tentativa de fazer um alerta tanto para quem circula pelas ruas do bairro Colina de Laranjeiras quanto para as autoridades.
“Quero chamar a atenção para a realidade, mostrar como cada pessoa está perto do crime. Alertar também para a possibilidade de novos crimes nos mesmos locais”.
Os cartazes do mapa do crime dos moradores de Colina de Laranjeiras já ganharam as ruas de outro bairro do município.
Em Chácara Parreiral, o síndico de um condomínio, Bruno da Silva Ribeiro, aderiu ao modelo depois de receber reclamações constantes de diversos assaltos sofridos por moradores.
“Temos pelo menos uma pessoa assaltada por semana. Geralmente, os criminosos querem celulares e objetos de pequeno valor. A situação é preocupante”, descreve Bruno.
Segundo ele, o horário mais complicado é às 15h, quando quase não há pessoas circulando pelas ruas, assim, quem está sozinho vira alvo.
A situação piora pela proximidade do bairro com a movimenta Rodovia ES 010, que é considerada uma rota de fuga para os criminosos que agem na região, os quais quase sempre não residem no bairro onde praticam os crimes.
Em Chácara Parreiral, o primeiro poste a ter um alerta “Aqui fui assaltado” fica ao lado do ponto de ônibus onde a atleta e operadora de telemarketing Paula Rosário Maciel, 26 anos, foi baleada no olho durante uma tentativa de assalto, no início do mês de julho.
Segundo os moradores, durante 15 dias após Paula ser baleada, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região, mas atualmente os policiais não circulam mais com a mesma intensidade.
O ponto fica na movimentada Rodovia ES 010, que possui um fluxo intenso, mas em horários específicos. De 5h40 às 9h, o local é lotado por trabalhadores seguindo para os locais de trabalho.
Depois disso, quem precisa pegar um ônibus fica tenso. Uma das vítimas de assalto foi uma auxiliar de serviços gerais, 34 anos. “Eu havia saído do trabalho, eram 18h40. Esperava por um ônibus no ponto quando dois rapazes se aproximaram e um deles disse ‘perdeu, tia’”, detalhou a auxiliar, que ficou na mira de uma arma e de uma faca.
Os criminosos tomaram o celular da vítima, um aparelho que ela havia acabado de pagar as prestações. “Fico com medo agora até de sair na rua”, disse a vítima, rendida há 15 dias no mesmo ponto de ônibus onde a atleta foi baleada.
A polícia não comentou sobre os cartazes. Em nota, o comandante da 3ª Companhia do 6° Batalhão, capitão Cardoso, diz que a PM mantém diálogo com a comunidade e ações para melhorar a segurança nestes bairros. “Mais de 650 alunos-soldados iniciarão na próxima segunda-feira o estágio operacional na Grande Vitória. Com a formatura dos futuros policiais poderemos incrementar o policiamento nestes bairros”, disse.
Fonte: Gazeta Online

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