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24 fevereiro 2021

Briga em bar termina com uma pessoa morta e tiros no meio da rua em Vila Velha

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Uma história de traição e morte, que quase resultou em outro assassinato, na manhã deste sábado (01), acabou com a prisão do instalador de mídia Elano Roberto Alves, de 34 anos, no bairro Nova Itaparica, Vila Velha.
Eram por volta das 10h30 deste sábado, quando um jovem chegou à casa dele armado e tentou pular o muro. Sem conseguir, efetuou os disparos do meio da rua, em plena luz do dia.
As equipes de reportagem que haviam acabado de entrevistar Elano, ainda deixavam o local. Tudo por causa da morte do caminhoneiro Cléber Ramos Narciso, 34.
A história começou quando Cléber, que era vizinho de porta com Elano, e a mulher, uma dona de casa de 48 anos, se separaram, há cerca de oito meses.
Mesmo casado, Elano começou a ter um relacionamento com ela. Porém, após a dona de casa resolver voltar para o marido, que ficou sabendo do caso entre os dois, teve início uma rixa que acabaria em morte.
Nos últimos meses, Cléber e Elano vinham se agredindo verbalmente na rua. Mas nada tão grave quanto na noite desta sexta-feira.
Elano bebia em um bar perto de casa, quando foi provocado por Cléber, que estava em posse de um facão. Os dois então foram para o meio da Rua do Canal e começaram uma discussão.
Cléber atirou o facão contra Elano, o que levou a um corte profundo no ombro esquerdo do instalador de mídia.
Elano então pegou a mesma arma usada pelo caminhoneiro para o ferir e começou a correr atrás de Cléber pelas ruas do bairro.
Após dobrar o quarteirão, Cléber pulou o muro de uma casa para tentar escapar. Elano foi atrás e retornou pouco minutos depois.
A polícia foi acionada e, ao chegar no quintal, se deparou com Cléber morto, mas sem marcas aparentes de violência.
Elano foi atendido e levou dez pontos no ombro. Ele contou à polícia que não havia conseguido alcançar Cléber e não sabia que ele havia morrido.
Foto: Bernardo CoutinhAgressor se tornou vítima. Cléber morreu por asfixia mecânica

Em primeiro momento, ele foi liberado, já que havia a suspeita de que morte do caminhoneiro teria acontecido devido a um infarto fulminante por conta da perseguição. Porém, um laudo do Departamento Médico Legal (DML), constatou o óbito por asfixia mecânica.

Antes que fosse detido pela polícia, o próprio Elano acionou a PM, mas para socorrê-lo. Isso porque um jovem tentou matá-lo na manhã deste sábado, mas não acertou os tiros que disparou contra ele.
No atendimento a essa ocorrência, os PMs receberam a informação da existência do laudo, e conduziram Elano para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De vítima ele passou a ser o principal suspeito de homicídio.
Mãe desconfiou da causa da morte
Após ser informada pela polícia que o filho Cléber Ramos Narciso, 34, havia morrido por conta de um infarto fulminante, depois de uma briga, uma dona de casa de 54 anos já ficou desconfiada.
Mas ela não imaginava o que uma situação que já era trágica, traria tanta revolta, após pegar o resultado do laudo no Departamento Médico Legal (DML).
Ao invés de infarto, o que matou o caminhoneiro foi asfixia mecânica, ou seja, estrangulamento. Ela ficou revoltada ao saber que o principal suspeito do crime, Elano Roberto Alves, não estava preso.
“Eu quero descobrir quem matou meu filho. Agora que o laudo saiu quero que a polícia investigue. Esse cara com quem ele brigou é um homem perigoso. Não deveria estar solto até esse laudo sair”, afirmou.
Os familiares foram até a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foram ouvidos pelo delegado Rodrigo Sandi Mori.
Fonte: Gazeta Online

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