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SERRA-ES
24 fevereiro 2021

Bandidos se infiltram nas praias para observar e roubar banhistas

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A grande aglomeração de pessoas durante o verão, nas praias da Grande Vitória, virou esconderijo para bandidos, disfarçados de banhistas, escolherem vítimas e cometerem assaltos. Tanto Polícia Civil quanto a Militar confirmam a informação e pedem mais cuidado à população que costuma passar o dia de lazer à beira-mar.
O titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio de Guarapari, delegado Daniel Belchior, explica como os criminosos costumam agir, em especial nas praias do município, onde as ocorrências no verão aumentam significativamente.
“Um dos bandidos atua de olheiro entre os banhistas, observando possíveis vítimas que estejam ostentando objetos de valor, e depois passa a informação para quem vai cometer o assalto”, disse o delegado.
Após essa informação ser repassada, geralmente a menores, eles esperam a melhor oportunidade para atacar o banhista, furtando o objeto ou abordando a vítima, até mesmo com arma de fogo ou faca.
Dessa forma, agiram os criminosos que mataram o policial militar da reserva de São Paulo, Adailton Xavier de Menezes, que tentou impedir um assalto na praia de Setiba, em Guarapari. Os bandidos haviam roubado o cordão de ouro de um banhista.
O capitão Artur Schmidt, do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM) da Polícia Militar, afirma que essa prática em praias costuma ser mais comum no verão que em outras épocas do ano. “Esse artifício aumenta no verão. Geralmente eles fazem isso quando vão atacar pessoas na saída dos bancos e não em praias”, ressaltou.
Sobre o horário das ações, o capitão revelou: “A concentração maior é no final da tarde, quando a pessoa está indo embora, muitas vezes cansada e desatenta. Os nossos dados mostram isso e estamos intensificando as abordagens nesse horário”, disse.
Ostentação
O delegado Daniel Belchior alerta para que as pessoas evitem ostentar objetos de valor na areia das praias, como joias e celulares. Ele ainda ressalta que, em hipótese alguma, a vítima deve reagir.
“O primordial nesse tipo de situação é a pessoa evitar a reação. O melhor a se fazer é acionar a Polícia Militar e seguir até a delegacia. A vida é mais importante”.
Tanto o delegado, quanto o capitão destacam que o cordão de ouro virou um atrativo para criminosos que buscam objetos de alto valor e que podem ser vendidos rapidamente, mesmo com algum tipo de dano.
Dicas
Evite se tornar mais uma vítima
Sem ostentação
Evitar utilizar joias que chamem muita atenção, como cordões, anéis e pulseiras de ouro.
Pouco dinheiro
Não levar grandes quantias em dinheiro para a praia. Preferir cartão de crédito em locais que aceitem.
Cuidado com a selfie
Evitar usar muito o celular, tanto para ligações, quanto para tirar fotos, em locais de grande aglomeração de pessoas.
Olho nos objetos
Não deixar os pertences sozinhos na areia da praia. Sempre designar uma pessoa para vigiar.
Atenção ao estacionar
Ter cuidado na hora de estacionar o carro. Sempre verificar se trancou o veículo.
Discrição na volta da praia
Na ida ou retorno da praia para a residência, ou hotel, no trânsito, evitar deixar o braço para fora mostrando relógio ou joias, como anel e pulseira.
Nunca reagir a uma abordagem
Caso se torne vítima de um criminoso, nunca reaja ao assalto, em hipótese alguma. Procure a polícia via 190, e depois registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.
Fonte: Gazeta Online

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