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SERRA-ES
26 fevereiro 2021

Agências bancárias voltam a funcionar normalmente no ES nesta terça-feira

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Após 21 dias em greve, os bancários encerraram a paralisação e as agências voltam a funcionar normalmente nesta terça-feira (27), em todo o Espírito Santo. Na noite da última segunda-feira (26), a quadra na sede do Sindicato dos Bancários estava cheia e os profissionais foram discutir as propostas oferecidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Depois de três horas de convenção, os bancários decidiram pelo fim da greve.

A categoria reivindicava um aumento salarial de 16%, mas em uma reunião no último sábado (24), a Federação Nacional ofereceu para o comando nacional de greve um reajuste de 10% nos salários, benefícios e participação nos lucros e ainda aumento de 14% no vale refeição. Essas porcentagens foram aprovadas pelo comando de greve.

O sindicato não fez nenhum levantamento sobre quantas pessoas foram prejudicas. Além dos reajustes, os bancários ainda terão parte das horas em que estiveram em estado de greve abonadas e terão que pagar o restante trabalhando uma hora a mais até o dia 15 de dezembro. De acordo com o sindicato, já a partir desta terça-feira (27), as agências já estarão com o atendimento normalizado em todo o Estado.

Além dos bancários do Espírito Santo, a categoria de todo o país encerrou na última segunda-feira (26) a greve. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Ramo Financeiro (Confraf), 60% das agências estavam paradas desde o dia 6 de outubro. Apenas os trabalhadores dos estados de Mato Grosso e de Roraima decidiram continuar em greve.

A maior parte dos bancários, em assembleias na noite de ontem, aceitou o acordo proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste de 10% sobre os salários, a participação nos lucros e resultados (PLR) e o piso da categoria. Com o reajuste de 10 % sobre a PLR, os bancários garantiram que a parcela adicional será de 2,2% do valor do lucro líquido, distribuído linearmente. Também foi proposto um reajuste de 14% para os vales-refeição e alimentação. Os banqueiros aceitaram abonar parte das horas não cumpridas durante a greve e os funcionários vão trabalhar uma hora a mais até o dia 15 de dezembro.

Reivindicações

Inicialmente, os bancários reivindicavam da Federação Nacional dos Bancos um reajuste salarial de 16%, participação nos lucros de três salários, acrescidos de R$ 7.246,82, piso equivalente ao salário mínimo do Dieese em junho, além de reajustes nos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá.

Os grevistas exigiam também melhores condições de trabalho, com o fim do assédio moral, que adoecem os bancários, fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

O acordo prevê também Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação e esquema de prevenção contra assaltos e sequestros.

Resumo da proposta aceita pelos bancários nesta segunda-feira:

Pisos: Reajuste de 10%.

– Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.377,62
– Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.976,10
– Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.669,45 (que inclui R$ 470,75 de gratificação de caixa e R$ 222,60 de outras verbas de caixa).

PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será

utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 23.861,00.

PLR parcela adicional: 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 4.043,58.

Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07 limitado a R$

6.507,55. Da parcela adicional, 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre, limitado a R$ 2.021,79. O pagamento do restante será feito até 1º de março de 2016.

Auxílio-refeição: de R$ 26 para R$ 29,64 por dia.

Cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52

13ª cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52

Auxílio-creche/babá: de R$ 358,82 para R$ 394,70 (para filhos até 71 meses). E de R$ 306,96 para R$ 337,66 (para filhos até 83 meses).

Requalificação profissional: de R$ 1.227,00 para R$ 1.349,70

Fonte: Folha Vitória

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